quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Feliz 2010 para todos.



Eu e meus personagens desejamos a todos nossos seguidores e amigos um Ano Novo repleto de paz, saúde e amor.
No próximo ano, esperamos continuar juntos com vocês levando alegria e divertimento para os nossos pequeninos e para os adultos também.
Foi muito bom saber que as minhas estórias tornaram-se parte da vida de algumas crianças, por isso em 2010 virá muita novidade por aí.
Beijos e obrigada pelo carinho, Malu e cia.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O balão dos sonhos.


Um dia, um inventor construiu um balão enorme e bem colorido. O engraçado é que no balão havia  um cesto pendurado com nenhum lugar para sentar.
Todos que passavam perto do balão ficavam curiosos, mas não falavam nada.
Certa tarde, um menino chegou bem pertinho do balão e resolveu perguntar ao inventor:
- Por que não tem lugar para as pessoas sentarem? E pra que este cesto enorme pendurado no balão?
O inventor prestou bastante atenção às perguntas que lhe foram feitas e calmamente respondeu:
- Este não é um balão pra ninguém viajar.  É um balão para realizar sonhos. Qualquer pessoa que tenha um sonho e queira que se realize deve escrevê-lo em um pedaço de papel e colocar dentro do cesto. O balão se encarrega de levar a mensagem para o céu e entregar às fadas madrinhas.
O menino ficou muito espantado com a resposta recebida e quis testar o poder do balão dos sonhos. Escreveu um bilhetinho e colocou dentro do cesto. Ninguém sabia o que ele havia escrito, apenas ele.
Passaram-se alguns dias e o menino voltou todo feliz para falar com o inventor. Ele queria contar que seu sonho tinha sido realizado e disse:
- O senhor sabe que deu tudo certo. Eu escrevi um sonho que eu tinha e coloquei o papel no cesto do balão. Eu não acreditava, mas as fadas madrinhas realizaram o meu sonho. Eu fiz uma ótima prova de matemática e consegui ser aprovado sem ter que ir à prova final.
O inventor ficou olhando o menino e, depois de ter escutado o que ele disse, falou:
- Olha, filho. O balão nunca saiu deste lugar. Ele nem pode voar. Seu sonho só foi realizado porque você acreditou nele. Quando a gente quer de verdade uma coisa, a gente acredita que vai acontecer, tem fé, faz tudo pra que dê certo e, aí pronto, ela acontece.

O tigre que pensava ser gato.

Você sabe o que é um tigre? É um animal que vive nas matas e geralmente é bravo. É claro que, como todo animal selvagem, ele só ataca quando se sente ameaçado.
Pois é, eu vou contar para você a estória de um tigre diferente. Pra começar, ele nunca viveu na floresta. Quando era bem pequeno foi encontrado por um caçador e estava muito magrinho e fraco. Assim, o caçador o levou pra sua casa para cuidar dele.
Enquanto era um filhote, não causava medo em ninguém. Mas, ele foi crescendo, crescendo, e ficou um animal bem grande. Aí, as pessoas que chegavam perto da casa do caçador tomavam vários sustos quando viam o tigre passeando tranquilamente pelo jardim.
O pior era quando chegava alguma visita. O nosso tigre estava habituado a participar de tudo com a família, então ele se aproximava das pessoas para pedir um carinho. Isso causava uma grande confusão, porque algumas dessas pessoas ficavam tão nervosas e apavoradas que chegavam a passar mal.
Um dia, o caçador resolveu que não poderia mais ter o tigre em casa, o levou para o Jardim Zoológico e pediu para que tomassem conta dele. Prometeu que sempre iria visitá-lo e que ajudaria com a sua alimentação. O responsável pelo Jardim Zoológico aceitou a oferta e o simpático tigre ficou morando em uma jaula muita bonita.
Ele passou a ser a principal atração do lugar. As crianças o adoravam. Também não era pra menos, só havia um tigre como aquele. Imagine que tendo sido criado perto de cachorros e gatos, ele não fazia nenhum barulho que amedrontasse, ao contrário, ele miava como um gatinho e era muito mansinho.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A bota de Papai Noel.

Quando chega o Natal, todas as crianças colocam seus sapatinhos perto da árvore de Natal para que o Papai Noel coloque os presentes que foram pedidos a ele em suas cartinhas.
Na casa de Pedrinho, uma família muito pobre, os sapatinhos estavam furados e sua mãe resolveu fazer uma bota de Papai Noel de pano para colocar perto da árvore.
Na véspera do Natal, durante a madrugada, Papai Noel chegou e encontrou a bota vermelha com uma árvore bordada e a achou muito bonita. Era a primeira vez que Papai Noel via uma bota daquelas. Então, ele resolveu fazer uma troca, levou a bota de presente para  colocar pertinho de sua cama e deixou um lindo par de sapatos cheinho de presentes para Pedrinho. Eram tantos presentes que nem couberam dentro dos dois sapatinhos: brinquedos, cadernos, jogos e algumas roupinhas.
Quando o dia amanheceu, Pedrinho encontrou todos os presentes e ficou feliz da vida com os sapatos novos. Nesse dia, ele se arrumou todo para passear com seus pais.
Agora, todo ano, Maria, a mãe de Pedrinho, faz uma bota bem bonita, toda bordada, e enche de doces para o Papai Noel. E a alegria sempre se repete, Papai Noel fica feliz com o presente que ganha e deixa um par novo de sapatos repleto de presentes e sonhos para Pedrinho e seus pais.

O presente de Aline.



Aline é uma garotinha que, como todas as crianças, adora o Papai Noel. Quando chega a época do Natal, ela escreve uma cartinha para ele e pede para que seu pai coloque no correio.
Este ano, Aline escreveu uma carta muito carinhosa e, além de contar as novidades que aconteceram durante todo o ano, pediu uma bicicleta de presente.
Ficou todo o mês de dezembro ansiosa, pois não sabia se o Papai Noel poderia lhe dar a bicicleta tão sonhada.
Na véspera de Natal, antes de ir deitar, Aline deu uma olhada perto da árvore de Natal e não viu nenhum embrulho que pudesse ser de uma bicicleta. Foi dormir, mas estava tão aflita para que o outro dia chegasse que acordou antes de todos da casa. Assim que se levantou, correu até a sala e, para sua decepção, não havia nenhuma bicicleta. Ela reparou que tinham muitos embrulhos e uma caixa toda vermelha com um grande laço amarelo. A caixa era grande, mas, é claro, que ali dentro não podia estar uma bicicleta, nem que estivesse toda desmontada.
Aline ficou triste, mas como ninguém sabia o que ela havia pedido, pensou que Papai Noel se esqueceu de seu presente ou, talvez, que ele não tivesse tido dinheiro para comprar uma bicicleta, afinal são tantas as crianças que lhe escrevem pedindo presentes que o dinheiro de Papai Noel pode ter acabado. Aline pensou, pensou, e decidiu que nunca mais pediria nada tão caro, a partir do próximo Natal, ela escreveria cartinhas com pedidos que pudessem ser atendidos facilmente.
Depois de tão grande decepção, Aline foi para cozinha tomar o café da manhã e encontrou seus pais rindo, felizes da vida. Sua mãe disse que logo após o café iriam para a sala distribuir os presentes que Papai Noel havia deixado na árvore. E assim fizeram.
Seu pai começou a ler os nomes escritos nos embrulhos: de Papai Noel para mamãe; de Papai Noel para papai; de mamãe para Aline; de papai para mamãe; de papai para Aline; de mamãe para papai. Os presentes foram terminando e ficou apenas a grande caixa vermelha de laço amarelo. O papai chegou bem perto da caixa, encostou o ouvido para ver se tinha algum barulho dentro, e abriu um cartão que dizia: de Papai Noel para Aline.
Aline, ao mesmo tempo que estava decepcionada, estava curiosa para saber o que tinha dentro da caixa. Sentou-se perto da caixa, que para ela era enorme, e começou a desamarrar o laço, foi aí que escutou um barulhinho e viu que a caixa tinha vários furinhos na tampa. Quando, finalmente, tirou a tampa, viu um cachorrinho todo pretinho com os olhinhos dengosos olhando para ela. Não era um cachorrinho de pelúcia, nem de brinquedo, era de verdade. Ela ficou muito contente e abraçada com seu novo amiguinho dava pulos de felicidade.
Depois de tanta alegria, seus pais chamaram Aline e seu novo amigo para dar um passeio. Ao sair de casa, num cantinho do jardim, havia uma bicicleta encostada em uma árvore. Aline se aproximou e leu um bilhete que estava preso na bicicleta: "Para Aline, mais um presente do seu amigo de sempre. Papai Noel."

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Betinho, um ursinho encantador.

Betinho é o filho caçula da ursa Maroca e não se parece muito com seus irmãos, Zezinho e Janjão. Esses dois vivem aprontando e assustando as pessoas.
Para Betinho, ser um urso não quer dizer que tem que ser bravo. Ao contrário, ele é manso, amigo  dos outros bichinhos e está sempre ajudando os seus vizinhos no que pode.
Dona Maroca, a mãe ursa, fica orgulhosa de seu filhote. Afinal, ela recebe muitos elogios a respeito de Betinho.Todos acham que ele é um ursinho encantador. Em compensação, coitada, ela fica de cabelo em pé com Zezinho e Janjão, só fazem bobagens e vivem arrumando encrenca.
Betinho quase não sai com seus irmãos, além de não gostar, nunca é convidado por eles para nada. Zezinho e Janjão acham que Betinho é muito chato e bobão. Mas, nosso ursinho não se importa. Ele adora passear sozinho pelo campo e brincar com os animais que encontrar.
Certo dia, o sol estava lindo e Betinho acordou cedo, vestiu um calção, tomou café e saiu para caminhar. Ele não tinha aula e aproveitou a manhã para correr num lindo gramado perto de sua casa. A grama era lisinha, macia e ainda estava molhada pelo orvalho da madrugada. Betinho correu, pulou, rolou e se divertiu à beça. Quando voltava para casa viu um florzinha solitária e uma joaninha, ficou todo contente e pensou em levar a florzinha para sua mamãe. Foi aí que ele pensou: "Se eu arrancar a florzinha, ela vai sentir dor e a joaninha não vai ter  mais companhia para conversar." Ele chegou a ficar vesguinho de vontade de pegar a flor, mas resistiu e voltou para casa bem feliz.
Ao chegar em casa, ele disse para dona Maroca:
- Mamãe, eu vi uma florzinha no campo e queria trazê-la para a senhora. Mas aí eu pensei que não podia machucá-la. Eu acho que se eu a arrancasse da terra, ela ia sentir dor. Então, deixei a florzinha no campo conversando com sua amiga joaninha.
A mamãe ursa ficou muito satisfeita com o que ouviu e falou para Betinho:
- Meu filho, você é mesmo um amor. Se me trouxesse a florzinha, eu ficaria contente, mas ela logo morreria. Assim, você poderá visitá-la mais vêzes e até me levar para conhecê-la. Ela será a nossa florzinha.
Ao ouvir o que dona Maroca disse, Betinho ficou ainda muito mais feliz. Agora, ele tinha uma nova amiguinha com quem brincar e uma florzinha que seria só dele e da mamãe ursa.

domingo, 29 de novembro de 2009

Trim ...trim ... trim ...

Este telefone é diferente de todos os outros que você conhece. Ele é especial.
Pra começar, ele só se comunica com cinco números.
Se você discar o P, advinhe quem vai atender. Não sabe? É o pato. Você toca e quando o telefone é atendido lá está o patinho tagarela que todo contente responde:
- Qua, qua, qua, qua, qua ...
Aí, se você entender a língua de pato pode bater um longo papo.
Se discar o C, quem atende é o cachorro: au, au, au, au, au, au ... Nossa, ele adora uma conversa. O problema é saber o que ele está dizendo.
O G é o número do gato. Não é um gato qualquer, é um gatinho todo dengoso que atende e diz:
-Miauuuuu, miauuuu, miauuu ...
Ainda existem mais dois números, o do trenzinho e o das notas musicais.
O T é o do trenzinho, quando toca só se escuta: piuiii, piuiii, piuiii ... Mas, observe bem, não é a toda hora que o trenzinho atende. Às vêzes, ele está no meio de um passeio e não tem tempo para falar.
As notas musicais sempre atendem. Afinal, elas são sete e sempre tem uma em casa. Se todas elas estão, a gente escuta: dó, ré, mi, fá, sol, lá, si. Se, por acaso, o e o si saíram, as outras notas cantam uma melodia: dó, ré, mi, fá, fá, fá, dó, ré, dó, ré, ré, ré, dó, sol,  fá, mi, mi, mi, dó, ré, mi, fá, fá, fá.
Viu?!!! Este é um telefone muito legal. Com ele você pode falar com Patotinha, o pato que não sabia nadar; com Fininho, o cachorro cantor; com Fumaça, o gato da padaria do Joaquim; com o trenzinho do sábado feliz; com os sons da natureza. É claro que você sabe de quem eu estou falando, mas se não lembra de alguns deles, procure nas outras estorinhas que eles estão todos por aqui.